Eu sou a incógnita que ninguém se deu ao luxo para descobrir o valor. Sou um diamante raríssimo que falta ser lápidado.
Sou a brisa fresca que faz falta nesse verão tão caloroso. Embora, eu
tenha aquela mania estranha de achar que não sou suficiente pra ninguém,
e que tão pouco faço tipo certo de alguém. Apesar de não ser quase
nada, acho que poderia ser o tudo de algum estranho por aí.
Porque eu tenho a velha esperança de ter alguém aí vagando pelo mundo
com o coração as traças, na espera de alguém como eu que também tenho um
coração destruído, para que ambos possam de concertar. É que mesmo com
essa minha indiferença, com esse meu jeito estranho de levar a vida com a
barriga, eu tenho o mesmo pensamento de qualquer garota “encontrar a
metade da laranja”; por mais que as vezes eu me pareça mais com um
limão, eu acredito que as pessoas precisam de outras pra se sentirem
completas. É, é isso: eu preciso que alguém me descubra, e se apaixone por mim, logo em seguida queira me tomar pra ela e me fazer completa. É que eu cansei dessa rotina sendentária e monótona que levo, quero alguém pra mudar meus planos.